Cuidados que devem ser tomados antes de adotar um pet!

O cão ou o gato vive, em média, de 12 a 15 anos e dependerá de você durante toda sua vida.

Por Marisa De Lucia

Ter um pet em casa não significa apenas ter ao lado um companheiro leal, carinhoso e que nos faz sentir amados e tranquilos, mesmo quando estamos passando por problemas.

Young woman cuddling with her dog

Ter um “amiguinho” em casa é, antes de tudo, um benefício para nossa saúde física e emocional. Pesquisas realizadas em diversos países comprovam que o contato com um animalzinho de estimação faz baixar as taxas de colesterol, triglicérides e a pressão arterial. Quer coisa melhor?

Mas antes de trazer para casa um animal de estimação é necessário pensar em todos os detalhes para sua acomodação, além, é claro, de ter consciência de que alguns deles como, por exemplo, os gatos e os cães, podem viver até 15 anos e serão totalmente dependentes de você, precisando muito de seus cuidados.

Então, para que a convivência com o animalzinho seja harmoniosa para todos, seguem aí algumas dicas:

Em primeiro lugar, veja se todos que moram no local onde ele vai viver concordam em ter um animalzinho. Depois, verifique se há recursos necessários para manter o pet, pois ele vai precisar de vacinas, ração, eventuais cuidados veterinários e, algumas vezes, de medicamentos. Além, é claro, de acessórios para sua acomodação e brincadeiras!

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Nossos “amiguinhos” precisam passear para gastar energias e não ficarem estressados. Você ou alguém da casa terá tempo para levá-lo passear? E nas férias e feriados prolongados? Você terá condições de levá-lo junto? Tem quem possa ficar com ele? Se não tiver, deverá se programar para os eventuais gastos.

Ao optar por um filhote, não se esqueça que ele vai crescer e precisar de muito espaço. E quando ainda pequenos costumam ser bastante estabanados podendo danificar objetos pela casa.

E na hora dele fazer as necessidades? É bom já ficar combinado quem vai se responsabilizar pela limpeza do local. É preciso, também, limpar as calçadas durante o passeio diário, pois a legislação prevê multas para quem deixar a calçada suja. Outra obrigação para se pensar!

Outra dica: os cachorros são mais carentes e exigem a presença do dono. Já os gatos são também muito carinhosos, mas podem passar mais tempo sozinhos, pois são mais independentes.

Enfim, procure fazer a escolha certa e responsável. Afinal é uma aquisição para a vida toda… do “amiguinho”!

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Como escolher enfeites para seus pets!

Confira os cuidados a serem tomados e as variedades

Por Marisa De Lucia

Quem gosta de ver seu pet todo arrumadinho, com certeza, não abre mão dos lacinhos, gravatas, coleiras, bandanas, bonés e muitos outros enfeites de todas as cores e até com pérolas e strass, disponíveis hoje no mercado.

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Afinal, a cada dia surge uma nova opção para deixar nosso pet ainda mais lindo!

Contudo, não podemos exagerar no uso desses enfeites, não só por conta do visual, mas para que eles não incomodem o “amiguinho”.

Assim como as roupinhas e os acessórios, os enfeites que colocamos em nosso pet devem ser próprios para animais, com tecido adequado para não causar alergias.

O modo de prender também deve ser observado, para que não puxe seus pelos e o machuque.

Certifique-se, também, que as partes pequenas, como botões e peças destacáveis, estejam bem presas, para que elas não se soltem facilmente ou que sejam arrancadas e engolida por eles, trazendo riscos desnecessários.

As correntes e coleiras devem ser do tamanho adequado ao pescoço do animal, e não muito pesadas, pois podem incomodar e até trazer problemas de coluna para pets de pequeno porte.

Por isso, todo cuidado é pouco para deixá-lo ainda mais lindo!

Teu gato te acorda à noite?

Confira algumas dicas para ter uma noite tranquila

Por Marisa De Lucia

Falar que o gato só se apega à casa, e não ao dono, é um equívoco!

Quem tem gato em casa sabe que ele quer sua atenção, sua companhia e, principalmente, seu carinho.

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Apesar de não demonstrar tanto quanto o cachorro, o gato sabe até o momento em que você vai acordar. Afinal, ele espera que você gaste um tempinho com ele antes de sair de casa ou começar seus afazeres diários.

Para que teu gatinho não te acorde à noite, aqui vão algumas dicas:

  • Alimente-o à noite:

Antes de você ir se deitar, alimente seu gatinho e  brinque com ele, fazendo ele gastar bastante energia. Gastando energia e se alimentando antes de deitar, diminuirá a vontade que ele tem de te acordar e pedir tua companhia.

  • Jamais brigue com ele

Nunca brigue com seu gato por ele ter te acordado, pois os gatos não associam as punições que recebem ao que fizeram, como fazem os cachorros. Ele se tornará um animal medroso e não mais vai agir naturalmente com você.

  • Tenha brinquedos para entretê-lo

Os gatos adoram caçar, por isso, dê para ele brinquedos que estimulem essa sua natureza. Assim, ele estará sempre se ocupando, mesmo quando você não pode dar atenção a ele.

  • Se antecipe aos seus pedidos

É fundamental que você, não só atenda aos pedidos de seu gato, mas se antecipe, dando sua alimentação e brincando com ele em horários já preestabelecidos, até ele se acostumar com essa rotina.

Afinal, nosso pet é sempre nosso melhor companheiro, não é mesmo?

Como ensinar seu pet a fazer xixi no lugar certo

E evitar sujeira pela casa e constrangimentos

Por Marisa De Lucia

Ensinar o pet a fazer xixi no lugar certo não é tão fácil, mesmo porque o resultado só vem depois de certo período de treinamento.

O ideal é levá-lo para fazer suas necessidades na rua e, geralmente, no horário em que ele se habituar a fazer. Mas isto requer tempo…

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Por isso, aí vão algumas dicas para que ele faça em casa, mas sempre no lugar que você escolher para ele.

1 – Ensine-o quando ele ainda é filhote, pois fica mais fácil dele aprender.

2 – Reserve um canto da casa, de aproximadamente 1 metro quadrado, de preferência área de serviço e longe das vasilhas de comida e água.

3 – O canto de o seu pet fazer suas necessidades deve estar sempre limpo e forrado com material que absorva o xixi rapidamente.

4 – Forre este canto com tapete higiênico, ou jornal, e pingue algum produto apropriado, que é vendido em petshop. Tanto o tapete higiênico, como o jornal devem ser trocados diariamente.

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No É o Bicho, você encontra vários produtos que poderão te ajudar!

5 – Cada vez que ele fizer xixi ou coco no lugar errado, coloque seu focinho próximo e o leve até o canto escolhido falando com carinho com ele que é ali que ele deve fazer.

6 – Repita o processo várias vezes até que ele compreenda e comece a fazer no lugar certo.

7 – Dê um petisco toda vez que ele fizer xixi ou coco no lugar certo. Isto irá estimulá-lo a fazer sempre naquele lugar!

8 – Se optar por ele fazer as necessidades na rua, não se esqueça de levar uma sacolinha para recolher a sujeira.

9 – O ideal é sair com ele após meia hora dele ter se alimentado.

10 – Se você quer treiná-lo a fazer as necessidades na rua e não tem tempo para levá-lo, contrate um dog walker.

O tempo que ele vai levar para se acostumar a fazer suas necessidades no lugar certo varia muito, mas, geralmente, é preciso, no mínimo, 15 dias de treinamento.

Mas, lembre-se, que muitos cachorros, mesmo sabendo fazer suas necessidades no lugar certo, podem fazer errado quando você não brinca com ele, não o leva passear ou o deixa sozinho em casa por muito tempo!

Ou seja, ele fará errado para chamar a atenção do seu dono.

Afinal, assim como nós, todo pet quer carinho e atenção, não é mesmo?

Linguagem dos Cães

Entenda o que seu cão quer falar observando os sinais que ele faz

Por Marisa De Lucia

Você já deve ter ouvido muitas pessoas dizerem “meu cão só falta falar”, não é mesmo?

E, de fato, os cães se manifestam com uma linguagem própria para mostrar o que estão sentindo em determinada situação.

Dog and woman looking at each other

Confira abaixo:

Abanando o rabo:

Movimentando o rabo, o cão pode manifestar diversas emoções, que vão desde felicidade, medo, até o alerta de que vai atacar.  Quanto mais parado estiver o movimento do rabo, mais tranquilo o cachorro está.

Você já notou que quando ele está muito feliz ele abana o rabo de forma acelerada? Isso indica que ele está feliz e aprovando sua atitude com ele.

Te seguindo:

Tem cão que segue o seu dono como se fosse sua sombra. Essa é uma maneira dele socializar com você e mostrar solidariedade.

Te lambendo:

Quando os cachorros lambem o rosto da gente ele quer demonstrar amor. Quanto mais ele lambe, mais grato ele está com você por seus cuidados e carinhos com ele.

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Pulando:

Pular é uma atitude comum dos cães, principalmente, quando chegamos em casa. Com certeza, ele quer alcançar seu rosto para beijar.

Fazendo xixi quando chega uma visita:

Uma atitude muito comum, especialmente nos filhotes, é fazer xixi logo quando chega alguém em sua casa, que ele goste muito. É uma maneira de demonstrar que ele tem bastante consideração por esta pessoa e também a ama muito.

Encostando-se em sua perna:

Já reparou que quando você está saindo de casa seu cachorro começa a encostar-se à sua perna? Isso é uma demonstração de que ele quer que você fique perto dele e não saia de casa.

Sempre perto de você:

Os cachorros adoram dormir perto dos donos e se preocupam muito quando você está doente. Se você está chorando, então, ele vai até lamber suas lágrimas! Isso é prova do quanto ele te ama.

Quer coisa melhor do que se sentir amado por seu cão?

Por isso, preste atenção em seus sinais para poder retribuir a ele todo este amor!

Doenças mais comuns nos pets

Fique atento aos sinais, para garantir seu bem-estar

Por Marisa De Lucia

Muitas vezes nossos pets mudam de comportamento, mas pensamos ser algo relacionado ao clima ou algo que pode ser passageiro.

No entanto, é muito importante ficar atento a alguns sinais de seu pet, pois pode ser alguma doença mais grave ou complicada de tratar e, se tratada no começo, é bem mais fácil de curar.

Veterinarian examining dog in office

Confira algumas doenças comuns em cães e gatos:

As doenças de pele provocadas por fungo são comuns e têm cura, porém, o tratamento é longo e é preciso segui-lo à risca.

Aos primeiros sinais, leve-o ao veterinário que tanto poderá indicar uma pomada ou spray local, quanto um comprimido para tomar. Isso vai variar de acordo com o fungo encontrado, com o tamanho da lesão e com a idade do seu pet. Se o fungo vier acompanhado de bactérias, o profissional irá receitar um antibiótico, pois é necessário tratar os dois juntos.

Hipertireoidismo, doença comum nos cães e rara nos gatos, é a redução da produção dos hormônios da tireoide. Ela afeta os animais entre 4 e 10 anos e os principais sintomas são queda dos pelos e obesidade. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue. Por isso, se notar algum desses sintomas, leve seu cão ao veterinário.

Uma doença comum e fácil de identificar em cães e gatos é a sarna de ouvido. Os bichinhos sentem dor e coceira, ficando irritados e balançando a cabeça. Geralmente, aparece uma secreção escura. Aos primeiros sinais, leve-o ao veterinário.

Afinal, todo cuidado é pouco para que nosso amiguinho esteja sempre saudável e feliz!

Saiba mais sobre a Leishmaniose canina

E como evitar que seu pet se contamine

Por Marisa De Lucia

Considerada fatal, tanto para humanos quanto para o cão, principal hospedeiro, a Leishmaniose, transmitida pela picada do inseto conhecido como mosquito-palha, pode causar falência de órgãos como rins e fígado e, se não tratada, pode levar à morte em 90% dos casos.

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De acordo com estudos feitos no Brasil, a Leishmaniose é causada pelo protozoário leishmania e se alastra cerca de 30 km por ano. Isso acontece, principalmente, pelo fluxo migratório de animais, como em viagens de férias, e devido à construção de residências em áreas de mata, habitat do mosquito.

Segundo Douglas Presotto, coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campinas, até 1998 não havia nenhum registro de Leishmaniose no Estado de São Paulo. A primeira cidade paulista a registrar a doença foi Araçatuba, em 1998, e em 1999 veio o primeiro caso em humanos.

Hoje em dia, a doença é considerada endêmica em cidades como Bauru, Cotia e Embu, sendo que as duas últimas já fazem parte da Grande São Paulo. O primeiro caso em Campinas, segundo o veterinário, foi registrado no final do ano passado, em três cães. Todos eles moravam em casas construídas próximas à mata.

A cidade de São Paulo nunca registrou a doença, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.  No entanto, atualmente, já foram detectados casos da doença também em cidades do interior como Indaiatuba, Bauru, Araçatuba, Araraquara e Ribeirão Preto e no litoral, em Itanhaém, Guarujá, Bertioga e Peruíbe. Por isso, todo o cuidado é pouco.

Embora, por enquanto, não existam casos de cães infectados na capital, já há animais que contraíram o parasita em outros locais e vivem em São Paulo.

O cão é o principal hospedeiro da doença, mas outros animais como gatos, raposas e roedores podem, também, ser afetados.

O parasita é transmitido aos cães e ao homem pela picada de fêmeas de flebótomos, nome científico do mosquito-palha, que vivem em caixotes de lixo, jardins, matas etc.

Os sinais clínicos mais frequentes da Leishmaniose são: emagrecimento, perda de pelo constante, crescimento exagerado das unhas, úlceras e descamação da pele, atrofia muscular, sangramento nasal, anemia, alterações dos rins, fígado e articulações e aumento dos gânglios linfáticos, entre outros.

Contudo, esses sintomas são comuns em outras doenças menos graves, por isso, se seu cão apresentar esses sintomas não quer dizer que o mesmo está com Leishmaniose. O diagnóstico preciso só pode ser feito por um médico veterinário, que irá confirmá-lo após exames laboratoriais.

Vale lembrar que não se pega Leishmaniose de cães ou outros animais, mas somente pela picada do inseto que estiver infectado. E, ainda, que o cão é apenas mais um hospedeiro da Leishmaniose e tem sido o mais injustiçado, pois mesmo que todos os cães do mundo deixassem de existir, a doença continuaria a crescer.

No entanto, o que é preciso ficar claro que, tanto os humanos como os animais infectados, mesmo tratados, serão portadores do parasita o restante de suas vidas e deverão ser mantidos sob rígido controle. Os cães deverão ter contínuo acompanhamento de um médico veterinário, com a realização de exames laboratoriais periódicos.

Para prevenir esta doença, deve-se aplicar regularmente em seu pet inseticidas com efeito repelente sob a forma de coleiras ou pulverização, de modo a impedir a picada do inseto.

Consulte seu veterinário!